Desabafo na parada e ardente tarde;

E sem qualquer receio, supondo o ensejo,
Poupo pra você meu sorriso e lábios

Penso em suas cintilantes idéias,
Em seus astros olhos e nos meus
Rastros em seu corpo, marcando,
Como um absurdo, o amor de ontem


Insinuo meu pensar no bombear
Do músculo que sente sem razão
E alma não pesa nessa hora
Em que a beleza sublimada
Molha-me e me salva


Num gesto invisível, re-sinto
Sua língua invadindo, urgente,
Minha boca cheia de voragem
Salivando desejos

A maciez da mão que,
Como água, me lava, queima
Num murmúrio rarefeito de sol

Momentos assim, totalmente
Sem vergonhas, latejam na carne,
Ebule a mente e me enchem
Intenções outras


Assim, não demore, amor!
Porque já se faz tênue
O que sobrou do seu cheiro
Em minha pele e do seu gosto
Em meu later sexo...



Patrícia Gomes
Imagem: Bogna Kczerawy

2 comentários:

  1. o casalqseama* disse...

    em se tratando d saudades, tenho medo d não conseguir sentir o cheiro dos q amo (marido, família, etc.)...

    bjs da fê*  

  2. Hannah & Carlos disse...

    Delicioso o texto
    .
    .
    .
    bjinnn
    Hannah e Carlos  



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