todo seu contexto,
a cada sílaba-fio,
palavra-linha,
tecí-nos...
E amanheci, assim,
urdindo entrelinhas
em teu corpo...
Patrícia Gomes
Imagem: Goya
Marcadores: Meus Poemas
Eu não consigo me controlar
Tenho um demônio na carne, no corpo
Sonho acordada na escuridão da minha cela,
utilizo os dedos pra provocar sensações proibidas
Eu não sei explicar como isso acontece,
eu sinto um formigamento percorrer o meu corpo,
e algo se desprende, e caminha em direção a você.
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venha embalar-se na rede
te faço cafuné
um chá
massagem
sou gueisha
venha me matar a sede
te bebo
te curo
te falo
bobagem
ah deixa!!!
venha que me ponho nua
ou me visto inteira
ou me ponho em marcha
de aventureira
e encolho o mar
e me vou de botas
Se assim me notas
eu vou navegar.
venha descansar a mente
relaxar o corpo
e gozar bem solto
que nao ponho rédea
venha se quiser
sê você meu homem
eu pra ti mulher
eu te faço cocegas
e te canto versos
eu até me calo
muda embevecida
a te olhar o falo
a te olhar os olhos
quieta paradinha
e comportadinha
que te sei cansado
que te sei enfado
e te quero tanto
para meu encanto
por voce me acabo.
estou aqui pra sempre
se quiseres venha
eu te beijo e beijo
que eu te desejo
e tambem te adoro
mesmo estando longe
é por ti que choro.
Anja Luaso
Imagem: Pierre Lord Gabeon
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Lambi o mel dos teus olhos,
Um qualquer castanho que
Pintaram, ao léu, na tela
Dos meus etéreos...
Gesto de ouro que fez
Lábios que lambem
Minha papoula boca...
E eu o sinto com a
Febre dos desesperados...
Patrícia Gomes
Imagem: Desconheço a autoria.
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Sou homem do durante. Do meio. Do decorrer. Nada contra quem pensa o contrário, mas é um pouco de soberba inaugurar ou fechar o mundo.
Quando se ama uma mulher, é preciso a safadeza, a vontade sem pudor, o desejo diabólico, a tara. Não se conter, não se represar. A ânsia, a violência e a obsessão são permitidas. Mas tudo será grosseria desacompanhada da pureza.
Pureza é autenticidade. Não fingir, não disfarçar, não dizer o que não está sentindo. Já ouvi muito que sexo não é seguir a cabeça e deixar as coisas aconteceram. Sexo seria não pensar. Não concordo, sexo não é inconseqüência, é conseqüência da gentileza. Conseqüência de ouvir o sussurro, de ser educado com o sussurro e permanecer sussurrando. Perder o pudor, não perder o respeito. Perder a timidez, não perder o cuidado.
Sexo é pensar, como que não? E fazer o corpo entender a pronúncia mais do que compreender a palavra. Como se não houvesse outra chance de ser feliz. Não a derradeira chance, e sim a chance.
Uma mulher está sempre iniciando o seu corpo. Toda a noite é um outro início. Toda a noite é um outro homem ainda que seja o mesmo. Não se transa com uma mulher pela repetição. Seu prazer não está aprendendo a ler. Seu prazer escreve - e nem sempre num idioma conhecido.
Ela pode ficar excitada com uma frase. Não é colocando de repente a mão na coxa. Ela pode ficar excitada com uma música ou com uma expressão do rosto. Não é colocando a mão na sua blusa. Mulher é hesitação, é véspera, é apuro do ouvido.
Antever que aquelas costas evoluem nas mãos como um giz de cera. Reparar que a boca incha com os beijos, que o pescoço não tem linha divisória com os seios, que a cintura é uma escada em espiral.
É comum o homem, ao encontrar sua satisfação, recorrer a uma fórmula. Depois de sucesso na intimidade, acredita que toda mulher terá igual cartografia, igual trepidação. Se mordiscar os mamilos deu certo com uma, lá vai ele tentar de novo no futuro. Se brincou de chamá-la de puta, repete a fantasia interminavelmente. Assim o homem não vê a mulher, vê as mulheres e escurece a nudez junto do quarto.
Amar não é uma regra, e sim onde a regra se quebra.
Não se come uma mulher, ela é que se devora.
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Meta a língua no
céu da minha boca
enquanto minhas mãos
decifram teu corpo...
Patrícia Gomes
Imagem: Holger Scheibe
Marcadores: Meus Poemas
Indecência, aflita por
Teu toque, arqueei meu corpo
Exibindo-me pra ti.
Ao primeiro beijo
Da tua boca na minha,
Um beijo louco, doce,
Entreguei-me, toda molhada,
Numa febre danada,
Totalmente descarada!
Patrícia Gomes
Imagem: Matteo Bertolio
Marcadores: Meus Poemas

Como eu desejo a que ali vai na rua,
tão ágil, tão agreste, tão de amor...
Como eu quisera emaranhá-la nua,
bebê-la em espasmos de harmonia e cor!...
Desejo errado... Se eu a tivera um dia,
toda sem véus, a carne estilizada
sob o meu corpo arfando transbordada,
nem mesmo assim – ó ânsia! – eu a teria...
Eu vibraria só agonizante
sobre o seu corpo de êxtases dourados,
se fosse aqueles seios transtornados,
se fosse aquele sexo aglutinante...
De embate ao meu amor todo me ruo,
e vejo-me em destroço até vencendo:
é que eu teria só, sentindo e sendo
aquilo que estrebucho e não possuo.
Mario de Sá Carneiro
Imagem: Bill Phelps
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Comendo na sua cama
São Paulo pela janela
Me parece tão distante
Nessa semana de romance
Passo dias no seu quarto
Sem roupa nos seus braços
Sentado no chão do box
Te devorando em baixo d'água
Morro de tédio e tristeza
Quando você vai pro trabalho
E eu fico em casa deitado
Solidão de Nosferatu
Eu quero ter seu sangue
Nos dias mais impróprios
O teu cheiro e um beijo morno
Na hora em que eu abro os olhos
Tiro férias do universo
Vivendo às suas custas
Realizo os seus desejos
Seu gigolô sem culpas
Vem se esquenta em mim, vem se encosta em mim
Nenhum outro lugar pode ser melhor que aqui
Pra te proteger, pra te ameaçar
Nenhum outro lugar pode ser melhor que aqui
Pode ser melhor que aqui
Marcadores: Autores Preferidos
Toco teu corpo como ao meu
Vejo-te, como num espelho,
Quando sinto tuas mãos arrepiarem
Meus pentelhos, como as minhas os teus
Beijo teus seios enquanto passeias
Teus dedos em minha gruta já úmida
E sinto teu sorriso por sentir o cheiro
Do nosso desejo rescendendo no ar
Coxas encaixadas, seios intumescem
Roçando volúpia em bailado repetido
De toques e carícias desinibidas de
Iguais montes vertendo febres
Teu cheiro é quente e me alastra
A pele em suor que deixo escorrer
Por minha língua marcando a trilha
Que faço em teu contorno corpo
Minha dimensão dança em teu espaço
E em teu regaço pouso sedenta de gozo
Que me serves de teu corpo taça
Diretos em minha seca boca ditosa.
Danço contigo, o balé dos nossos
Corpos iguais, mulher querida, e
No frêmito conjunto teu urro
Sai de minha garganta, enquanto
Meu ventre goza no teu...
Patrícia Gomes
Imagem: Desconheço autoria da imagem.
Esse poema vai em homenagem às minhas lindas amigas: Micaella, Dani,Thamires, Karine,Cacau Rodrigues, Nanda e a todas as amigas que amam mulheres e aos que sabem respeitar as escolhas de cada ser humano!!!
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O meu querido amigo Hélio Jenné, do blog Gaveta de Links ofereceu ao SensualiZarte o selo Blog Amigo que, segundo a Academia Brasileira de Selos, Awards e Memes, deve ser repassado a outros cinco "Blogs Amigos".
Obrigado por estar sempre presente, Helinho, me fazendo esses carinhos que aceito sempre com imenso prazer!!
Assim, repasso o selo para os seguintes blogs:
Três Luas Tarot, da mana/cunhada Débora Goya
Espartilho, a linda Chris
Fátuo Sofisma, da linda e amiga "Love Nina" Victor
Plataforma Virtual, do meu amor Jean "Simbioze" Carlo
Delirum, da minha querida "Frô do Asfalto", Karina Mendes
Meus beijos a xêros pra vocês!!! ;o)
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engole teu linga que sibila
como língua de serpente encantada
Em remexidos quadris mastigo
teu corpo suado e em frêmitos
de total regalo
Vasculho em teu peito os
teus humores, enquanto rouca
destilo, dentre as pernas, meu grito gozo
e me lambuzo com o adocicado veneno
que jorrou em meu ventre.
Patrícia Gomes
Imagem: Joe Gantz
Ergueu o corpo num espasmo
Sentindo os dedos que, como guia,
Seu grelo circundava e assim
Conduzia-lhe ao frêmito ansiado
De pentelhos eriçados sentia
Liso e intumescente o pau a
Roçar-lhe as coxas e, entre dentes,
Ardia em desejos e gemidos
Os lábios se entreabriram com a
Língua a forçá-los e a mão arisca
A coçar-lhe a gruta movendo-se
Docemente num sôfrego embalo
E quase desfalecendo ela pedia
Num sussurro breve: “mais depressa!”
Meti-lhe a porra mal segura
E seguimos a noite toda nos comendo!
Imagem: Via: Amante das Imagens
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